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Instrumentos para Gestão da Inovação

Armando Mendoza Yañez

Objetivo

Apresentar de forma genérica e sumaria três abordagens da gestão da inovação: 1) Inteligência competitiva; 2) Gestão do conhecimento; 3) "Foresight" .

Introdução

Inteligência competitiva, gestão do conhecimento e "foresight" (conhecimento prospectivo) são abordagens de gestão da inovação. Enquanto a Gestão do Conhecimento promove à codificação e a circulação do conhecimento interno; a inteligência competitiva fornece meios para adquirir conhecimentos sobre o ambiente externo. Enquanto o "Foresight" (prospectiva) é desenhado para gerar coordenação e articulação de decisões sobre inovação, envolvendo governanças, Arranjos Produtivos Locais (APL) etc.

As três abordagens buscam obter informações e conhecimento, seus resultados visam orientar a tomada de decisões, as três abordagens são direcionadas para fomentar organizações em rede, dão suporte à criação de condições para a inovação nas empresas, são metodologias que possuem alto grau de flexibilidade e diferentes formas de internalização. O quadro abaixo apresenta uma síntese das três abordagens, objetivos, resultados, aplicação na gestão da inovação:

Forma do conhecimento

Sveiby

Steward

Edvinson

Patentes, marcas, tecnologias, modelos, processos e conceitos organizacionais.

Estrutura interna

Capital estrutural

Capital organizacional

Capacidade individual – habilidades, experiências, talentos, conhecimentos tácitos.

Competências

Capital humano

Capital humano

Relações com clientes, parceiros, fornecedores, imagem da organização.

Estrutura externa

Capital de clientes

Capital de clientes

Fonte: Canongia (2002)

Technology foreshight

Ate a década de 1980 as técnicas e métodos de prospecção do futuro buscavam determinar as tendências de desenvolvimento tecnológico. Deste então gradativamente essa perspectiva foi sendo substituída pelo entendimento de que o mais importante é apoiar o processo decisório de conhecimento sobre as possibilidades de futuro. Esta mudança de ênfase na prospecção tecnológica mudou a maneira de usar as ferramentas na gestão da inovação. O nome Technology foreshight passou a ser usado para denominar esta abordagem que apresenta
três dimensões: Pensar o futuro, debater o futuro, modelar o futuro.
Pensar o futuro: são monitorados e discutidos cenários, tendências, principalmente da ciência e da tecnologia.

Debater futuro: É um processo de natureza participativa, geralmente envolve todos os stakeholders (interessados) incluindo autoridades públicas, empresarias e de organizações de pesquisa. Este processo ocorre em diferentes níveis: transnacional, nacional, regional.

Modelar futuro: Da identificação de futuros possíveis e desejáveis gera interação e aprendizado, levando a decisões de coordenação de esforços materiais. Geralmente, obtêm-se resultados concretos dos estudos e discussões realizadas, entretanto, estes resultados dependem de micro decisões dos atores envolvidos, o processo é realizado de modo que o alinhamento do conjunto de decisões ocorram natural e progressivamente. Analises e estudos sobre FORSIGHT observam que a produção simultânea de conhecimento e ação é um atributo em evolução e seu objetivo esta sendo generalizado, surgindo a expressão: "knowlwdge society foresight" para refletir a ampliação nas aplicações das aplicações Forsight (Miles et al., 2002) .

(Vale a pena fazer um parêntesis, na realidade Harol Lasswell em 1951 já buscava instrumentalizar a deliberação e a decição. A proposta de Lasswell foi recolhida e reelaborada por Edgard S. Quade e Yehezkel Dror da Rand Corporation. (Agilar, 2000). Desde meados do século XX as grandes cooperações e países centrais aplicam técnicas de estudo de futuro e de avaliação de impactos em larguíssima escala).

Conclusões e recomendações

Atualmente entende-se que a competitividade engloba a excelência de desempenho (eficiência técnica das empresas ou produtos) e a capacidade de desenvolver processos sistemáticos de busca por novas oportunidades, de superação de obstáculos técnicos e organizacionais através da aplicação e produção de conhecimento. A gestão da inovação tenta reunir os instrumentos, técnicas, ferramentas, metodologias e formas de organização, que possam garantir a capacidade de inovar das organizações, nestes novos contextos a Gestão do Conhecimento vem sendo executado em um nível interno (dentro das organizações: construção de competências essenciais) e em níveis externos (ambiente) com preocupações de criar condições, no macro ambiente das organizações, favoráveis a inovação.

Não poderíamos falar de Gestão da Inovação sem entendimento das condições intrínsecas e estruturais dos processos de inovação: Os empresários, agentes econômicos e gestores públicos e privados devem ter clareza que a inovação:

a) Esta atrelada internamente as competências das organizações para inovar,
b) A capacidade de interagir em rede

As organizações devem desenvolver e criar competências essenciais para: Identificação de oportunidades de negócios; capacidade de execução de estratégias de negócios; capacidade de gerir e executar projetos, incluindo competências para captar recursos financeiros para projetos de inovação; capacidade de interagir com organizações capazes de contribuir com a produção interna de conhecimentos, como clientes, fornecedores, universidades, institutos de pesquisa, empresas e instituições de consultoria etc.
Neste contexto, o ambiente externo às organizações deve fornecer uma infraestrutura de apoio, capacidade social de criar conhecimento, financiamento, baixos custos de transação.

Num ambiente competitivo os processos de decisão estão atrelados a uma nova logica, a lógica da rede, onde a transparência, informação, participação, envolvimento, liderança são fatores críticos de sucesso. Fatores que estão atrelados a execução de politicas públicas ou ações em torno a cadeias de abastecimento, distribuição, de governanças locais, regionais e transnacionais.

Referencias Bibliográficas

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Canongia, et. al. - Foresight, Inteligência Competitiva e Gestão do Conhecimento: Instrumentos para...
LUNDVALL, B. Políticas de Inovação na Economia do Aprendizado. Parcerias Estratégicas, n. 10, p.200-218, 2001.

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