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Logística empresarial: oportunidades e ameaças para os negócios em mercados globalizados e internacionalizados

Armando Mendoza Yañez
02/05/2012

Objetivo

O objetivo deste artigo é mostrar a importância crescente da logística, para isto, vamos levantar alguns aspectos ao respeito de quatro questões: 1) porque atualmente a logística é considerada fundamental no mundo dos negócios; 2) qual a importância de gerenciar uma cadeia de abastecimento; 3) qual a relação entre logística e competitividade; 4) qual a importância da logística para o sucesso de seus negócios. Concluindo este artigo fazemos algumas reflexões finais sobra oportunidade e ameaças para o Brasil e suas empresas. Tomaremos como ponto de partida a definição de logística, tomaremos como base o Dicionário Aurélio e a definição proposta pela Organização Mundial do Comercio (OMC).

O que é logística

Logística pode ser entendida como a junção de quatro atividades: aquisição, movimentação, armazenamento e entrega. Segundo o Dicionário Aurélio, vem do francês logistique: "Parte da arte da guerra que trata do planejamento e da realização de projeto e desenvolvimento, obtenção, armazenamento, transporte, distribuição, reparação, manutenção e evacuação de material (para fins operativos ou administrativos)".

Segundo o Conselho de Gestão da Logística (OMC) a logística "é a parte do Gerenciamento da Cadeia de Abastecimento que planeja, implementa e controla o fluxo e armazenamento eficiente e econômico de matérias-primas, materiais semiacabados e produtos acabados, bem com as informações relativas, desde o ponto de origem ao ponto de consumo, com o proposito de atender às exigências dos clientes".

Porque a logística é considerada fundamental no mundo dos negócios?

Um dos desafios da economia global é operar de forma eficiente e eficaz para garantir continuidade das atividades produtivas das empresas e a satisfação dos clientes quanto à entrega em tempo, no preço e na qualidade estipulada de produtos e serviços de valor agregado. Isto está no próprio cerne da competitividade em uma economia globalizada e internacionalizada, onde mesmo as empesas que produzem e comercializam localmente estão submetidas à ação global.

Neste ambiente de negócios, dinâmico e competitivo, onde a inovação parece ser a mola para atender a um cliente cada vez mais exigente e bem informado que demanda qualidade, custo, prazo, serviços de valor agregados, parece ser necessário ir além das próprias fronteiras de cada empresa, integrar-se estrategicamente a redes de abastecimento e distribuição.

Para permitir a sobrevivência e o desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas neste ambiente as politicas públicas de promoção do desenvolvimento econômico e social exigem do empreendedor individual e pequeno empresário ir além do urgente do dia-a-dia: Mobilizar habilidades, conhecimentos e atitudes para ir além do urgente e fazer o necessário, criar, inovar, fazer diferente como única forma de sustentabilidade e sobrevivência no longo prazo.

Qual a relação entre logística e competitividade?

A aquisição, movimentação, armazenagem e entrega de produtos, materiais, mercadorias, serviços sempre foi um desafio das empresas, contudo, antigamente a logística era aplicada de forma individual por cada empresa. Gradativamente se buscou mais integração das atividades de suprimentos para a produção, estocagem, armazenamento, movimentação, escoamento, entrega de mercadorias. Foi surgindo assim à logística integrada. Em mercados de grande escala como o brasileiro que tem uma escala continental, a indústria brasileira opera comercialmente em toda América, mesmo operando internamente as cadeias de abastecimentos tem escala continental.
A logística integrada acabou mostrando que o processo não começa e nem termina nos limites da própria empresa. Foi observado que em torno de 80% dos custos de uma empresa estavam fora das fronteiras da empresas, eram custos atrelados as operações com fornecedores e cadeia de distribuição (compradores).

Assim a logística foi ganhando importância, complexidade crescente e escala global. Às alianças estratégicas, as parcerias como fornecedores e canais de distribuição se tornaram centrais para poder atender as demandas, necessidades e expectativas do cliente final.

Hoje a crescente complexidade das operações das cadeias de abastecimento nos mercados globalizados levou a horizontalizar e criar demanda para atividades de logística que exigem maiores níveis de planejamento, parceria e especialização. Paradoxalmente, apesar do aumento da complexidade e de maiores custos para planejamento e organização das cadeias de abastecimento, as operações ficarão mais eficientes e eficazes, permitindo ao mesmo tempo reduzir os custos totais, maiores níveis de serviço e atendimento às necessidades dos clientes, agregar valo e ainda aumentar a lucratividade dos negócios pelo aumento da eficiência e eficácia das operações. Isto é competitividade.

Qual a importância da logística para o sucesso de seus negócios?

No dia 29 de setembro de 2011, a convite do SEBRAE e CDL de Feira de Santana, BA, assistíamos ao lançamento oficial da Rede Erguer que iniciava com 30 lojas em 15 cidades do estado da BA. Ouvi o depoimento de empresários que relatavam melhorias em seus negócios e na sua lucratividade a partir da formação de uma rede de distribuição (abastecimento), muitos outros exemplos poderiam ser citados.

O sucesso no mercado depende do valor agregado. Valor que o cliente deve estar disposto a pagar. Assim atender o consumidor requer inteligência comercial, o que está estreitamente atrelado às operações logísticas. A inteligência comercial hoje esta na base do sucesso empresarial porque permite a indústria e ao comercio continuar operando de forma continua e atender as necessidades e demandas do consumidor final, isto tem levado a união de forças entre o fabricante e o varejo para agregar valor para o cliente final.

Em uma cadeia de suprimentos, era típico observar, e talvez ainda seja em muitos casos, que os processos de aquisição de insumos para fabricação de produtos até a sua entrega ao consumidor final era marcada por problemas de relacionamento provocados por falhas gerencias dos agentes envolvidos (Pigatto, 2005) . Para Vieira e Coutinho (2008) tais fatos teriam contribuído para ineficiência logística, gerando entregas em atraso, entregas incompletas, entregas com erro de pedidos ou em notas fiscais. Neste cenário, entre muitos esforços realizados por diversos setores, as grandes redes de supermercados e seus fornecedores estudaram e implementaram novos modelos de parceria buscando melhorar o desempenho das operações logísticas (Anderson; Marus, 1990 ; Vieira; Yoshizaki; Dias, 2007 ).

As soluções encontradas pelos grandes supermercados e seus fornecedores, como demostra o exemplo da Rede Erguer, serve de exemplo para as redes de pequeno porte, por envolverem transações frequentes, que envolvem diferentes origens e destinos e conflitos de barganha decorrentes do poder dos grandes fornecedores.

Durante 2010 ouvimos de empresários de Feira de Santana e região diversos depoimentos de compras coletivas que superaram todas as expectativas dos empresários, mais, contudo não houve continuidade. Observamos que nestes casos, falto esforços de organização e planejamento destas atividades para serem executadas de forma continua frequente, principalmente por envolver alta complexidade pela diversidade quanto a pontos de origem, entrega e volumes demandados pelas empresas, que por sua vez, não dispunham de sistemas de informações adequados para formalizar estes processos. Assim sendo os negócios realizados exigiram muito esforço, dedicação incompatível com o "foco no urgente" das empesas que nem sempre dedicam recursos e tempo para "o necessário no médio e longo prazo". E ninguém faz negócios sustentáveis no curtíssimo prazo, sobrevive. Para ir além é necessário inovar o que exige dar lugar ao necessário indo além do dia-a-dia.

A este respeito eu e uma das minhas sócias (Aline) brincávamos com muitos empresários (seguramente mais de 100 encontros de consultoria / treinamentos realizados em 2010): "O pato é uma ave extraordinária": "Mergulha, nada, anda, corre, voa e ainda canta". "Mais tudo mal". "O empresário precisa descobrir que é um cisme e sair voando fazer alianças estratégicas, direcionar recursos e esforços para inovar dentro e fora da sua empresa". "Ele, deve deixar de concentrar-se quase que exclusivamente no urgente para tocar de forma sistemática o necessário". Este é o exemplo que vejo na Rede Erguer e em muitos outros casos de sucesso em todo o Brasil'.

Qual a importância de gerenciar uma cadeia de abastecimento?

Hoje, ser competitivo implica em agregar valor e operar com custos competitivos e desde que, em grande medida, os custos e operações de fornecimento e suprimento estão fora das fronteiras das empresas às estratégias empresarias passam por alianças estratégicas e parcerias e pela logística integradas dentro das cadeias de fornecimento e distribuição. A gestão de cadeias de abastecimento exige atualização tecnológica e uso intensivo e adequado das tecnologias da informação e o correto gerenciamento da própria informação.

De fato, o Gerenciamento das Cadeias de Abastecimento está permitindo significativas reduções de estoque. Este gerenciamento é basicamente o gerenciamento de alianças e parcerias de longo prazo com uso de tecnologias de informação que permitem controlar os fluxos de materiais e informações necessárias.

Embora a primeira vista possa parecer que neste contexto a abrangência das empesas globais torna um papel central na economia globalizada e internacionalizada, existe espaço crescente para Micro e Pequenas Empresas inovadoras e articuladas que aproveitem as oportunidades hoje existentes.

Conclusões e recomendações para a MPE

Vivemos no Brasil um importante momento que pode vir a caracterizar um ponto de inflexão, de mudanças significativas e necessária. Muitos são os desafios a vencer, mais também variadas e diversas são as oportunidades. É necessário enfrentar a concorrência internacional que oferece produtos cada vez mais avançados a preços competitivos. Entendemos que para isto é necessário maior engajamento e participação, liderança e compromisso de todos os envolvidos dentro e fora das empresas. Existem no país uma serie de politicas e programas de fomento e apoio a inovação tecnológica de produtos (bens e serviços), bem como, a inovação nas áreas de gestão, marketing que permitem as empesas ganhar competitividade, adquirirem cultura exportadora, ter acesso a informações de inteligência comercial de demanda para seus produtos em mercados de interesse dos empresários.

Em um mercado dinâmico, competitivo e global toda empresa devem buscar a diferenciação de seus concorrentes para conquistar e fidelizar clientes além de, inovar, lançar novos produtos e serviços, reduzir os ciclos de vida dos produtos e serviços para atender a clientes cada vez mais informados. Assim as empresas têm que ser criativas, flexíveis, capazes de inovar no tempo certo e oportuno, aumentado ao mesmo tempo sua qualidade, sua confiabilidade, ficar cada vez mais informadas sobre o perfil dos clientes, buscando vantagens competitivas mais duradouras possíveis.

Entendemos que é ora de deixar de focalizar com exclusividade "o urgente" deixando de lado "o necessário" e buscar entender os desafios que o momento atual impõe as empresas e buscar ganhar habilidades, competências e conhecimento necessários par inovar nos processos, nos negócios e na gestão e no s produtos e serviços.

Podemos concluir afirmando que o ponto de convergência de todas estas questões é que devemos produzir a um custo menor, agregara valor de forma a satisfazer e superar as necessidades e expectativas dos clientes. A atualização tecnológica e uso intensivo e adequado das tecnologias da informação e seu correto gerenciamento nos permitem estes objetivos, o gerenciando de nossos processos de negócios que não começam nem terminam nos limites da nossa empresa o que nos leva inexoravelmente ao gerenciamento da nossa cadeia de suprimentos, pois é ela, em ultima instancia que determina nossa capacidade de agregar valor, sermos flexíveis, inovadores e competitivos.

Em este contexto não é justificável deixar passar as oportunidades oferecidas para as MPE empresas. É importante ver a convergência que existe entre os serviços de comercio como os das TRAIDES e os programas de apoio a inovação tanto a partir de linhas financeiramente e fomento, bem como, serviços de apoio técnico e gerencial oferecidos pelo SEBRAE, IEL, APEX, Bancos Oficiais, Correios, SESI, SENAI e instituições de fomento como a FAPESB, programas como Programa Bahia Inovação, Programa de Tecnologia para Arranjos Produtivos Locais do SECTI.

Existe hoje no mercado brasileiro TRAIDES que se apresentam como parceiros para negócios globais. Estas TRAIDES operam de forma especializada em diversos mercados permitindo alianças que permitem escoar produção globalmente. Temos também serviços que permitem a MPE e artesões expor seus produtos globalmente como a vitrine de exposição de produtos. Temos os serviços do exporta fácil. Ainda em atuação conjunta os Correios e o Banco do Brasil abrem as portas para processo de importação e exportação para qualquer empresa no Brasil que demostre estar pronta para operar em outros mercados. Projetos como o PEIEX da APEX preparam as empresas para adquirirem uma cultura exportadora, mais principalmente mostram as empresas o que é necessário fazer para tornar-se competitivo em um mercado internacionalizado ao que todas as empresas e mercados estão submetidos. Esta faltando liderança e comprometimento das empresas e suas governanças para aproveitar estas oportunidades?

 

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